
O imparável movimento das populações do campo para as cidades, na tentativa de ultrapassar insuportáveis situações de precaridade, tem conduzido, desde o início da Revolução Industrial, à criação de vastas zonas urbanas, em que a pobreza generalizada, a elevada incidência de criminalidade e a ausência de higiene pautam a vida diária dos moradores dos chamados ‘bairros de lata’, um pouco por todo o mundo. Reconhecendo o papel fundamental que a arquitetura e o planeamento urbano podem desempenhar na transformação social, o júri do Prémio Pritzer resolveu galardoar, em 2016, o Arqº Alejandro Aravena, do Chile, pelo trabalho inovador realizado em prol das populações dos bairros de lata, sobretudo da América Latina. Aravena afirmou que «se as cidades quiserem absorver com sucesso as 1,5 biliões de novas afluências projetadas pela ONU, para os próximos 15 anos, devem tirar algumas lições do tipo de habitações dos bairros de lata». Segundo Aravena, e também de acordo com projeções da ONU, os arquitetos vão ter de ajudar a construir uma cidade de um milhão de habitantes por semana, nos próximos 15 anos, com um orçamento de apenas 10.000 USD por família. Como conciliar esta necessidade com a necessidade, porventura mais geral, de promover o desenvolvimento sustentável?
| Dia | Hora | Máx. participantes | Lugares disponíveis |
|---|---|---|---|
| 22-nov | 14h00 | 30 | 0 |
Última actualização: 30/09/2016